quinta-feira, 9 de abril de 2009

"mais vale a pimenta que o cianeto"

acontece que o fulminante estoira, e rapidamente me transporta para a palavra cujo significado não consigo encontrar.
numa busca incessante e insatisfatória, percorro site após site e volto a escrevê-la no google e depois no dicionário e por fim... ah... fo"&-%!... afinal não era: "Found No Matching Entries".
deixo-me ficar então, sossegado, à espera que algum dia possa alguém aparecer para lhe dar o verdadeiro sentido.
limito-me a ouvir o som que a faz pairar por aí, a sentir e a reviver.
é verão, quase por do sol, entro no carro e abro os vidros antes de arrancar, espero um pouco e observo tudo à minha volta. vejo até a câmara a rodar 360º como se estivesse a observar-me.
parto com a brisa fresca dos finais de tarde à beira rio, tenho a sensação de passar por todas as avenidas, ruas e ruelas da grande cidade onde ganhei as raízes que sustentam o meu corpo, agora desencontrado a cerca de 3485km de distância e onde os ventos sopram de forma diferente.
perto da passagem da vintena revejo todas as palavras, todas as frases, todos as vírgulas e pontos no final das mesmas e apercebo-me da notória falta que me faz a calma e a tranquilidade de encontrar a essência de tudo o que procuro.
mas... e a "pimenta" que está agora sob a mesa? sirvo-me? ou não?
a antevisão de que tudo cairia num estado de estagnação tal que, servir o "cianeto" seria a solução óptima fica arredada?
coloco uma boa pitada no prato, sofro à primeira garfada, sofro menos à segunda e assim crio a habituação que dará lugar ao conhecimento das reacções que tive, tenho e terei.
aguardo, todavia, ir de encontro ao mais profundo significado do que não encontro.



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